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Camapu

  • Nome científico: Physalis angulata L.


  • Família: Solanaceae


  • Origem: O gênero Physalis L. (Solanaceae) é oriundo dos Andes, cuja distribuição vai desde o sul da América do Norte até a América do Sul, com diversidades acentuadas no México, Estados Unidos e América Central. No Brasil, apesar de reconhecerem-se 11 espécies de Physalis, espalhadas pelas várias regiões do País, a espécie Physalis angulata é particularmente a mais conhecida na Amazônia e no Nordeste.


  • Partes usadas: Folhas, frutos e raízes.


  • Usos populares: Os frutos são consumidos in natura, ou em forma de sucos (o suco é feito das frutas batido no liquidificador com açúcar ou adoçante), e são indicados como sedativo, depurativo, antirreumático e para o alívio da dor de ouvido. O chá das folhas combate a asma, hepatite, dermatite, malária e reumatismo. Além de atuar como diurético, analgésico e anti-inflamatório da bexiga.


  • Composição química: Flavonoides, alcaloides e uma diversidade de esteroides do tipo vitaesteroides, classificados em oito grupos, sendo as fisalinas o grupo mais importante.


  • Farmacologia:

    • Atividade anti-inflamatória: Estudos in vitro atestam que os compostos Physagulin B (PubChem CID 85083174), Physalin B (PubChem CID 431000) e Physagunin R, inibiram fortemente a produção de óxido nítrico (NO), que é um mediador chave de respostas inflamatórias. Também foram avaliados inibidores de iNOS e COX-2, que são alvos importantes em estudos de inflamação, a fisalina F e G, mostraram uma grande redução a expressão de iNOS e COX-2 induzida por inflamação.

    • Atividade imunomoduladora: Em estudos in vitro e in vivo o extrato etanólico (de que parte da planat) apresentou atividade imunomoduladora, na modulação negativa das funções de macrófagos e linfócitos. O extrato etanólico diminuiu a produção de nitrito, interleucina-6, interleucina-12 e TNF-α. Além disso, o extrato inibiu a linfoproliferação e a secreção de interleucina 2, interleucina-6 e IFN-γ e aumentou a secreção de interleucina-4 por esplenócitos ativados. O tratamento com extrato induziu a parada do ciclo celular na fase G1, seguida de morte celular por apoptose.

    • Atividade antimicrobiana: O potencial antimicrobiano dos extratos de P. angulata foi determinada contra os microrganismos Gram-positivos S. aureus e L. monocitogenos. O maior potencial antimicrobiano foi observado para os extratos obtidos das folhas pelo método assistido por ultrassom, seguido de decocção.

    • Atividade antileishmania: em estudos in vivo, o extrato etanólico de P. angulata de que parte da planta apresentou potencial antileishmania, pois foi capaz de reduzir o parasitismo de L. amazonenses, macrófagos infectados e apresentar alto índice seletivo para esse parasita.

    • Atividade anticâncer: Em estudos in vitro e in vivo, o extrato etanólico (alcoólico etílico) apresentou atividade anticancerígena, especificamente as substâncias chamadas de fisalinas B e D foram citotóxicas (mataram células que são desencadeadoras de câncer), contra vários tipos celulares de cânceres. Destaca-se que a citotoxicidade da fisalina B foi observada em vários tipos celulares diferentes. A fisalina D matou mais células que a fisalina B.

    • Atividade antinociceptiva: Os resultados do presente estudo mostram que o extrato aquoso de P. angulata, administrado por via intraperitoneal ou oral em camundongos, produz ação antinociceptiva significativa contra modelos químicos (dor visceral induzida por ácido acético ou nocicepção induzida por formalina) e térmicos (teste de placa quente) em camundongos.


Fontes para consulta:

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